sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Amigos... família que escolhemos

Uma amiga querida deu-me há anos um marcador de livros que diz "Uma amiga é uma irmã escolhida por nós" e é, de facto, verdade. Os amigos, os verdadeiros, são fundamentais na nossa vida e são escolhidos por nós... ou então escolhem-nos.
Eu tenho amigos de diversas idades. Os mais velhos, amigos dos meus pais, são mesmo "tios" que me adoptaram e a quem eu adoptei, são família! Os da minha idade ou idades próximas são irmãos mais velhos ou mais novos com quem tenho cumplicidades, momentos divertidos e outros de preocupação conjunta. Os mais novos, os pequenotes, são meus "sobrinhos" que gosto de acarinhar e com os quais gosto de brincar (ou com quem tenho que ralhar em casos mais raros). É uma grande família. Nem todos se conhecem, mas são parte essencial do meu mundo. Este ano, no conjunto dos dias 5 e 11 de Setembro, estive com esta família querida (e com a parte imprescindível da minha querida família... a biológica, neste caso:) , sim porque esses são um pilar da minha vida) e vivi momentos muito felizes!


No meio de manas e manos, sobrinhos e sobrinhas, no dia 5, passámos momentos divertidos, animados, tranquilos, com direito até a um jogo da selecção nacional, com uma plateia activa e energética que, no entanto, não contagiou os nossos jogadores.


Na noite de dia 11, estive com manas e manos, tios e tias e foi uma noite divertida, agradável, com brincadeira e conversas calorosas, um serão muito bem passado.
Faltaram pessoas importantes nesses dois dias, uns não puderam estar por impedimentos da vida, outros porque já cá não estão, mas pensei neles e foi como se também lá tivessem estado.
Esta é apenas uma mini-homenagem a esta família querida que escolhi e que me escolheu e que dá cor à minha vida.


Obrigada a todos, meus amigos, por fazerem parte da minha vida!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Mais um ano!


Mais um ano e 36 já cá cantam! :) Não é que fazer anos tenha que ser uma festa só porque se instituiu que os aniversários são para celebrar, mas, quanto a mim, é motivo para celebrar a vida, o estarmos vivos e, de preferência, com saúde!
Pois é, hoje chego aos 36 anos, mas parece que ainda ontem tinha vinte e poucos. Como o tempo corre!... Já não tem a magia da minha infância, da prenda surpresa, da festa com os amiguinhos, os bolos, as brincadeiras... a minha avó... mas, mesmo assim, é bom fazer anos. É um dia especial, um dia que é um bocadinho mais nosso. Este dia tem a particularidade de ser célebre por razões negativas, mas, para mim, e para todos quantos tenham nascido neste dia, ou venham a nascer, é afinal o nosso dia especial.
Há 36 anos, cheguei à vida no dia do golpe de estado no Chile, 28 anos depois foram os atentados de Nova Iorque... mas, além disso, faz anos que recebi flores pela primeira vez (quase há 20 anos!!) e foi o meu irmão que mas deu, faz 18 anos que fiz 18 anos e fiquei felicíssima, porque já podia votar (dever que cumpro "religiosamente" a cada escrutínio)!... Curioso, estou aqui a pensar nas prendas que devo ter recebido ao longo dos anos e, além das flores que referi, ocorre-me que, em todos os aniversários, tenho recebido livros e são, de facto, das prendas que mais aprecio. Ah, e este é o primeiro dos meus aniversários em que sou tia, em que um convidado especial estará presente, o meu sobrinho liindo!!!
E pronto, como, além de ler, adoro escrever, aqui ficam apenas algumas palavras ao vento que tive vontade de partilhar com quem as quiser ler.
Acima de tudo, VIVA LA VIDA!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Setembro...

Agosto disse adeus, terminaram as férias e eis que chega Setembro... Setembro das vindimas, do regresso ao trabalho, do regresso às aulas, um recomeço a cada ano, como se uma vida nova se iniciasse e com ela a esperança e os sonhos. Uma espécie de "ano novo, vida nova"!
É assim que vejo Setembro, um mês em que o Verão se despede, ainda com os seus raios de sol luminosos, e o Outono se aproxima, pé ante pé. Vejo-o e sinto-o, como se despertasse os sentidos, o aroma das uvas e dos últimos dias de Verão, a luz que começa, lentamente, a diminuir no fim do dia, sem ser ainda deprimente, o som das vozes dos alunos que regressam à sua segunda casa e têm muita conversa para pôr em dia, as cores mais douradas e outonais da natureza, mas ainda claras...
Se não fosse a minha profissão, era em Setembro que tirava férias, altura em que o Algarve é mais praticável e cómodo, as praias mais sossegadas, o calor mais suportável. Mas como não pode ser, é o mês do recomeço, como dizia. Mais uma vez vou ter alunos novos, nova Direcção de Turma, um novo recomeçar...
Ah e é também o mês do meu aniversário! Quando era aluna, fazia anos sempre nas férias, agora faço anos já a trabalhar.
Estamos então em Setembro (até o som da palavra me agrada, vejam bem!) e a vida está aí, outra vez, com horários e compromissos, mas também com o reatar de rotinas e relações que dão cor à vida.
Bem-vindos a Setembro! Ah e bom ano para os alunos e para aqueles que fazem da educação parte importante da sua vida!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Praia de Sophia...

Com as férias mesmo à "beirinha" de terminar, encontrei este poema ao folhear um dos meus quase ancestrais cadernos da Faculdade, onde tinha por hábito preencher espaços vazios com poemas ou frases de que gostasse particularmente. Aqui fica "Praia" de Sophia de Mello Breyner. Acho-o lindo!

Praia

Na luz oscilam os múltiplos navios
Caminho ao longo dos oceanos frios

As ondas desenrolam os seus braços
E brancas tombam de bruços

A praia é longa e lisa sob o vento
Saturada de espaços e maresia

E para trás de mim fica o murmúrio
Das ondas enroladas como búzios.

domingo, 16 de agosto de 2009

Viagem às Berlengas... nunca digas nunca!

Pois é, ora aí está uma situação inesperada. Eu sempre disse que nunca iria às Berlengas até que houvesse um helicóptero que me levasse lá, isto porque tenho uma certa fobia a barcos, acho que nasci sem barbatanas por alguma razão (embora tenha nascido sem asas e adore andar de avião!).
Eis senão quando me deu uma súbita vontade de aceitar o desafio de uma amiga de coração, que já me tinha desafiado imensas vezes, mas eu nunca tinha aceite. E assim, sem pensar muito no assunto, e num acto de coragem inesperado, lá dei por mim a caminho das Berlengas, numa pequena traineira com um grupo de amigos. Lá ia eu no "Senhor dos Mares".

Tudo muito bem, até sairmos da protecção da costa. Quando os mares se cruzam, eis que começa a agitação e, com a ajuda do vento, quase parecia a montanha russa, ou pelo menos foi o que o meu estômago achou. Já havia duas meninas a oferecer o conteúdo dos seus estômagos ao vento e ao mar, mas o meu estômago decidiu solidarizar-se e, pronto, o que eu temia aconteceu. Mais meia hora de caminho e lá aportámos às famosas Berlengas (mais concretamente à Berlenga Grande, já que Berlengas é um arquipélago).


Uma minúscula, mas bonita praia apareceu como um pequeno oásis. No entanto, os oásis costumam ter água quentinha, esta era bem geladinha, mas soube muito bem, é límpida e curiosamente pouco salgada.
Depois, com uma boleia de uma pequena lancha, voltámos a bordo para uma sardinhada comunitária. As sardinhas estavam magníficas, mas preferi conter-me, pois não sabia como o meu querido estômago se iria portar no regresso. Após o almoço, demos uma volta de lancha, com fundo de vidro (que dava direito a ver o magnífico fundo do mar).
Do mar, vimos a cabeça de elefante...

... o Forte de São João Baptista...

...outros lindos pormenores...


... passámos dentro de uma gruta, entrámos e saímos de outra e acabámos de novo no "Senhor dos Mares". Ao largo, esperava o "Cabo Avelar Pessoa" pelos viajantes que haviam decidido passar o dia na Berlenga...

E chegou a hora do regresso. Diziam-me que a viagem de regresso era mais fácil e, de facto, para mim foi, mas as minhas duas amigas que haviam enjoado na viagem de ida, voltaram a enjoar na volta. Enfim, como dizia, por alguma razão nascemos sem barbatanas. O barco ia cortando os mares, agora com o vento a favor, e as Berlengas iam ficando para trás...

... e o Cabo Carvoeiro, o magnífico Cabo Carvoeiro ia-se aproximando...

...um pouco depois, com o mar significativamente mais calmo, era possível avistar o Forte de Peniche...

...um bocadinho mais e chegámos a terra firme. A aventura acabou e com ela um dia diferente e especial, apesar dos enjôos.
Quando me deitei, a minha cabeça pensou, por momentos, que ainda estava no barco e ficou um bocadinho tonta, mas, depois, lá voltou ao normal e pude descansar de um dia de emoções. No entanto, antes de adormecer, ainda me ocorreu a frase "nunca digas nunca"...

Ah, e a ti, minha amiga, OBRIGADA, valeu a pena!... mas, para voltar, vai demorar um bocadinho! :)


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O mar... sempre...


Junto ao mar, imenso... o vento traz a brisa salgada...


...traz o vôo livre e imponente das gaivotas...



...a natureza e o homem, a gaivota foi dotada de asas, o homem aprendeu a navegar e a voar, a necessidade aguçou o engenho e "sempre que o homem sonha /o mundo pula e avança"...


...enfim, frente a este imenso mar português, revigoro as minhas forças, lavo a minha alma, respiro fundo e preparo-me para um novo ano de trabalho.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Em frente ao mar...


De férias frente ao mar, este mar português que seduziu os navegadores, este mar que, como me dizia um simpático americano um destes dias, gerou Vasco da Gama e Cabral, isto porque, segundo ele, neste país basta erguer uma vela e... é partir à aventura!
Realmente, neste pequenino país, onde tanta coisa corre mal, temos paisagens magníficas e um mar imenso à nossa frente. É uma tranquilidade indescritível poder, pelo menos uma vez por ano, parar um bocadinho e contemplar o Atlântico.
É assim que estou, simplesmente em frente ao mar, que vejo ao acordar e ao deitar e durante o dia, sempre que me apetece. Há coisas na vida tão simples e tão saborosas...